Olá pessoal!!!

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Livro Contado

No site da revista Crescer, há uma seção chamada LIVRO CONTADO, no qual um grupo conta a história de um determinado livro. O que indico abaixo, chama "A história mais longa do mundo", de Rosane Pamplona, editora Brinque-Book. O grupo que encanta com a "leitura" cheia de recursos e artíficos é o "As meninas do conto".

Vale a pena conferir!
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,15466,00.html#videoEmbeded

domingo, 10 de abril de 2011

Cuidados no trabalho com crachás, cartaz com nomes da turma e chamadinhas

Numa proposta de alfabetização construtivista, iniciamos o trabalho de alfabetização pelos nomes das crianças: o de cada uma e o de toda a turma. Nesse momento, é fundamental que trabalhemos diariamente com crachás, com a chamadinha e que tenhamos, na sala de aula, um cartaz com o nome de toda a turma, de forma a servir como fonte de consulta estável para os pequenos escritores.
Para isso, precisamos tomar alguns cuidados para que não percamos a possibilidade de explorarmos o conhecimento das crianças sobre o sistema alfabético de escrita, ou seja, sobre o código escrito. Na tentativa de deixarmos tudo "bonitinho e caprichado", acabamos nos equivocando na apresentação desses materiais aos nossos alunos. Veja:

1. CRACHÁS

Os crachás devem ser confeccionados sem diferenciação entre meninos e meninas, sem imagens, adesivos ou qualquer artifício que funcione como um atalho para o raciocínio da criança. Se o que queremos é que eles "olhem para as letras", ou seja, pensem sobre as regularidades e características desse código, quando colocamos uma imagem, acabamos levando a criança a memorizar que, por exemplo, o crachá da Luana é o que tem um adesivo da Moranguinho, ou um coraçãozinho, ou  a foto dela, ou qualquer coisa do gênero. Ao contrário, esperamos que ela encontre esse mesmo crachá por meio do conhecimento que está construindo sobre as letras e pense algo assim: o crachá da Luana é o que começa com a letra L, ou ainda, o que começa com a mesma letra da minha mãe, etc. Esse tipo de pensamento só é possível quando não usamos as imagens como atalho.
Quem trabalha com crianças sabe que rapidamente eles memorizam essas imagens e deixam de pensar sobre as letras, pois é muito mais fácil chegar ao crachá da criança pela foto do que pensar sobre a letra inicial, ou final, ou o som correspondente, etc.
Assim, confeccione os crachás sem diferenciação: todos do mesmo tamanho, com a mesma cor, e com letra bastão. Veja exemplos abaixo do que é adequado e do que não é:
   INADEQUADOS                                                        ADEQUADOS

Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.

2. CHAMADINHA E CARTAZ DE NOMES

Com esses outros recursos, o procedimento é o mesmo, pois apesar de ficarem lindos cheios de frufrus, cores e desenhos, sonegam a possibilidade de um raciocínio mais elaborado pela criança. Veja:
      ADEQUADOS                                                            INADEQUADOS
 
Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.

OBS: Quando as crianças são bem pequenas e estão iniciando no contato com a escrita (2-3 anos), podemos usar o recurso da imagem até que elas memorizem seus nomes e tenham alguma familiaridade com os nomes dos coleguinhas. Mas, à medida que as crianças demonstrarem não mais precisar desse recurso, os crachás e cartazes precisam ser modificados por outros sem imagens, pois chega o momento em que precisamos que seu raciocínio caminhe em direção ao código (a partir dos 4-5 anos).

Mais atividades com nomes...

Para aumentar seu repertório de atividades com nomes próprios, seguem mais algumas sugestões e possibilidades:
  1. Cada um deverá pegar o seu crachá que estará no meio da roda, então cada um contará a quantidade de letras que tem o seu nome e deverá encontrar amigos que tem a mesma quantidade de letras, os crachás serão guardados na ordem crescente da quantidade de letras, isto é, do nome menor para o maior;
  2. Cada um pega o seu crachá no quadro de pregas e andam aleatoriamente pela sala. Ao sinal da professora, deverão fazer uma cobra colocando os crachás em ordem alfabética observando a letra inicial, falar onde mais usamos esta ordem (agenda telefônica, dicionário, lista da escola, etc.);
  3. Utilizar crachás para fazer uma lista fixa de nomes, dentro da sala, em ordem alfabética, onde cada um colará o seu nome;
  4. Bingo - utilizar o crachá para brincar bingo, de forma que cada aluno recebe uma tira quadriculada de papel de acordo com a quantidade de letras que diz ter o seu nome, registra o mesmo com uma letra em cada quadrado. Na hora do bingo ao ser sorteada sua letra, este quadrado deverá ser pintado;
  5. Bingo com cartelas contendo mais de um nome;
  6. Brincar de forca com os nomes, de forma que a criança que descobrir qual é o nome da forca, pega o crachá e entrega-o ao dono, se ninguém descobrir, o próprio dono pega e guarda o crachá no quadro de pregas;
  7. Brincar de Amigo Secreto, onde cada um faz um desenho ou uma modelagem de massinha e sorteia um crachá com o nome de quem ganhará o seu presente;

Algumas atividades com nomes

Para que todos os dias você explore os nomes da turma e isso possa favorecer o conhecimento do sistema alfabético de escrita (suas características, possibilidades, funcionamento etc), você pode propor às crianças:
  1. Achar o seu crachá que estará embaralhado no meio da roda e colocar no quadro de pregas de letras de acordo com a inicial do nome; os crachás restantes deverão ser contados, pois são os alunos ausentes.
  2. Batata - Quente: todos em roda ouvem uma música, enquanto vai passando um objeto qualquer, ao parar a música quem estiver com o objeto deverá dizer o seu nome, pegar o seu crachá no meio da roda, identificando-o dentre os demais e guardá-lo no quadro de pregas, na respectiva inicial;
  3. Todos em roda, em pé, recebem um crachá qualquer, ao sinal da professora cada um deverá ir em busca de quem está com o seu crachá, ao encontrar troque de crachá e coloque-o no quadro de pregas;
  4. Escolher no meio da roda um crachá de um amigo e entregá-lo ao seu dono que deverá guardá-lo no quadro de pregas;
  5. Cada um ao chegar, deverá localizar o seu crachá na mesa, escrever seu nome na lousa e guardar o crachá no quadro de pregas, contaremos quantas crianças vieram e quantas faltaram.

Atividades com nomes próprios

O trabalho com nome propicia ao aluno:
  • Diferenciar letras e desenhos;
  • Diferenciar letras e números;
  • Diferenciar letras, umas das outras;
  • Refletir sobre a quantidade de letras usadas para escrever cada nome;
  • Refletir sobre a função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais, registrar a presença  na sala de aula (função de memória da escrita) etc;
  • Sistematizar a orientação da escrita: da esquerda para a direita;
  • Entender que se escreve para resolver alguns problemas práticos;
  • Conhecer o nome das letras;
  • Ter contato com amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala);
  • Desenvolver as habilidades grafo-motoras;
  • Contato com fonte de consulta para escrever outras palavras.
O nome próprio é um excelente trabalho para o início da alfabetização das crianças, desde a Educação Infantil. Não há palavra mais significativa e que gere mais interesse à criança do que o seu nome. O nome nos identifica e singulariza no mundo; é como uma tatuagem, uma impressão digital, um pedaço do DNA.
Postaremos aqui algumas atividades com nomes próprios que podem ser desenvolvidas com crianças de 3 a 7/8 anos de idade.
Aproveitem!!!

domingo, 3 de abril de 2011

Nova enquete no ar...

Olá, pessoal!

A enquete de abril é sobre leitura feita pelo professor.

Vote no fim da página!


Sua participação é muito importante para nós...

Resultado da enquete de Março

Olá, amigos da Carpe Diem!

Para vocês que votaram em nossa enquete de março, que questionava sobre o momento de ensinar a letra cursiva para as crianças em fase de alfabetização, vejam o resultado final:
  • 80% diz que ensina a letra cursiva só quando as crianças já atingiram a escrita alfabética.
  • 13% diz que ensina a letra cursiva desde o início da alfabetização.
  • 7% diz que ensina a letra cursiva quando os pais ou as próprias crianças solicitam.
Total de votos: 46.

O que esse resultado nos faz pensar? Deixe seu comentário! Vamos iniciar uma discussão sobre esse tema tão presente em nossas escolas!