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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Atividade de alfabetização: agendas telefônicas

Criar com as crianças AGENDAS TELEFÔNICAS é uma ótima oportunidade de ajudar as crianças a refletirem sobre as características do sistema de escrita, pois o trabalho com os nomes próprios favorecem a reflexão e o interesse dos pequenos. Nesse plano de aula, você tem um passo a passo para desenvolver a atividade.

Objetivos - Estabelecer um sentido para o uso do alfabeto.
- Refletir sobre o funcionamento do sistema de escrita.
Conteúdo - Sistema de escrita alfabético.
Anos 1º e 2º anos.
Tempo estimado Quatro aulas.
Material necessário Agendas telefônicas, alfabeto, cartões com os nomes de todos os alunos, folhas pautadas e com as letras do alfabeto.
Desenvolvimento
1ª etapa
Inicie a conversa com os alunos falando sobre os vínculos de amizade que possuem com os colegas e o quanto isso pode ser intensificado nos momentos em que estiverem fora da escola. Explique que a agenda telefônica é uma forma interessante de manter contato. Apresente alguns modelos, perguntando se eles sabem como usá-las. Faça perguntas do tipo: "Se eu quero falar com o Ricardo, procuro aqui nome por nome. Será que isso não demora muito?" Mostre as letras expostas nas laterais de algumas agendas e pergunte se eles sabem o que isso significa. Assim que as relacionarem com a ordem alfabética, indique aos estudantes que consultem o alfabeto da classe, deixando-o bem visível - uma sugestão é posicioná-lo acima do quadro.
2ª etapa
Em roda, faça uma leitura dos cartões com o nome dos alunos e deixe-os aleatoriamente um embaixo do outro. Peça que os pequenos organizem os nomes de acordo com a ordem alfabética para iniciar a produção das agendas. Oriente a atividade selecionando um nome por vez e relacionando-o com a sequência do alfabeto. É possível perguntar, por exemplo: "Há mais alguém que começa com A, como a Aline?" Se houver nomes que se iniciam do mesmo modo, aproxime um nome do outro e ajude-os a entender que o critério de quem vem primeiro é a próxima letra ou, se forem iguais, a primeira do segundo nome.
3ª etapa
De posse da lista em ordem alfabética, promova uma leitura dos nomes, solicitando que localizem alguns como se fossem consultar uma agenda: "Se eu quiser falar com a Joana, onde devo procurar?" Para acionar conhecimentos sobre o valor sonoro da escrita, trabalhe nomes que começam com a mesma letra - leve-os a diferenciar, por exemplo, Bianca de Beatriz por causa do valor sonoro da vogal I.
4ª etapa
Coloque mais uma vez a lista de nomes no quadro e peça que cada um fale o seu número de telefone para que seja registrado próximo ao nome. Em seguida, entregue uma folha com linhas para cada letra do alfabeto e solicite que façam a cópia dos nomes e números dos colegas, respeitando a ordem. Oriente-os a montar as agendas com grampeador e a colar uma foto ou um desenho na capa.

Flexibilização para deficiência física (cadeirante com dificuldade na linguagem e pouca mobilidade de membros superiores): peça ao aluno para trazer de casa o número do seu telefone anotado em um papel. Coloque-o junto a um colega. Na carteira, deixe um reta numérica (0-9) e peça que ele aponte o número para o colega preencher.
Produto final Agenda telefônica da turma.
Avaliação
Avalie cada aluno com base nos seguintes aspectos: identifica os nomes dos colegas? Faz relações entre as letras do alfabeto e a ordem deles com o nome dos alunos? Aproxima-se do valor sonoro convencional das letras? Reflete sobre a posição e a ordem das letras que compõem os nomes? A observação desses pontos auxilia a definir os agrupamentos para as próximas atividades, quando podem ser mesclados estudantes de níveis diferentes.

Consultoria: Clélia Cortez - Instituto Avisa Lá - publicado em Revista Nova Escola

Alfabetização: seis práticas essenciais

A Revista Nova Escola desse mês publicou uma reportagem especial sobre alfabetização que vale a pena ser lida. Traz alguns equívocos comuns cometidos em turmas de alfabetização e muitas dicas importantíssimas para os professores. Dentre elas estão:
1. Identificar o que cada criança da turma já sabe

Para saber mais, acesse:
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/alfabetizacao-6-praticas-essenciais-letramento-618025.shtml

Memórias...

O que a criança deseja? Do que a criança precisa? O que a escola ensina?

Essas são as questões que Fátima Mendes, amiga de longos anos de sala de aula, nos convida a refletir. Um texto poético e muito bem escrito, a partir de suas memórias, ajuda-nos a pensar sobre como "a língua escrita, uma maravilhosa construção humana, tão cheia de magias e melodias, é oferecida aos meninos da maneira mais equivocada possível: primeiro, pequenas partes, sílabas, palavras, frases... para que depois produzam textos (geralmente redações).”

Ficou curioso para ler o texto na íntegra? Então acesse o link abaixo e desfrute:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dica: Organizar Diários de Leitura!

A idéia dos diários não é nova, porém poucos professores realmente conseguem introduzir essa prática em seu cotidiano, escolar ou pessoal. Os diários não trazem apenas o registro do que se leu, mas daquilo que se deseja ler, daquilo que ouviu dos companheiros e amigos, daquilo que viu no cinema e que sabe-se é literatura, de trechos que não quer esquecer, de como, quando e onde teve acesso ao livro lido, de atividades que fez, de textos recebidos por amigos, enfim... É um registro precioso do contato com as formas de ler e, evidentemente, as narrativas lidas. O professor pode propor, para um começo e uma tentativa de contágio, um Diário Coletivo: cada aluno escreve um dia, em casa, sobre as atividades de leitura, sobre os livros lidos. Quem sabe um caderno caprichado, bonito de se ver, pode tornar-se um caprichado, bonito de se ler e um documento precioso para aquela turma.

* fonte: "Proposta de trabalho com acervo literário no Programa Ler e Escrever" - Celinha Nascimento

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Boletim escolar

Você sentiu-se retratado aqui?

3º Seminário da Educação Brasileira


De 28/2/2011 a 2/3/2011
Faltam 25 dias para o início do evento. Duração: 3 dias
Agência FAPESP – Durante três dias, especialistas discutirão a educação brasileira em um encontro realizado pelo Centro de Estudos Educação e Sociedade, que nesta edição traz como tema o “Plano Nacional da Educação: Questões desafiadoras e embates emblemáticos”.
No seminário, que ocorrerá de 28 de fevereiro a 2 de março, o objetivo é refletir sobre os desafios enfrentados pela educação no país e discutir os possíveis caminhos para os quais possa ser direcionada.
Para debater o assunto, a comissão organizadora convidou palestrantes e pesquisadores de diversas instituições e universidades do Brasil.
O evento será realizado na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), localizada na Av. Bertrand Russell, 801, na Cidade Universitária Zeferino Vaz, em Campinas.
Mais informações e inscrições: www.cedes.unicamp.br 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Letra "de mão" X letra bastão


"Uma das perguntas mais freqüentes e que me acompanham há mais tempo no contato com professores em momentos de capacitação e com alunas de graduação (Letras) e de Pós (Metodologia de Alfabetização) é algo que me surpreende. Não pelo não-entendimento em si da questão, mas pela gravidade e peso que lhes são dados. É rara minha passagem por qualquer grupo que não haja a famigerada questão: POR QUE INICIAR O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO COM A LETRA CAIXA ALTA?"

Quer saber mais? Leia o artigo completo de Sandra Bozza e leve a discussão para sua escola!!!